segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Não há Festa como esta

Vou à Festa do Avante!


Já não lá vou há uns tempos. Dediquei-me assim, nestes dias a explorar um pouco mais a organização do evento. 

O princípio é simples. Têm um espaço para cada núcleo territorial dinamizar, mais um espaço internacional, uma feira do livro e vários espaços abrangendo todas as áreas artísticas: teatro, música, literatura, dança… Um palco central e está feito.

A montagem do evento é deixada à responsabilidade dos militantes e apoiantes que de um modo organizado vão criando o seu espaço dentro da Festa. Genial e simples. A Festa é realmente de todos, mesmo ficando mais ou menos bonito, mais ou menos perfeito é de todos. Não temos critica. Agregador.

O cartaz cultural é da responsabilidade da comissão organizadora, tudo o resto fica a cargo dos núcleos territoriais, incluindo a gastronomia e a arte regional. Acrescentas uns contratos com as grandes fornecedoras, como a Olá e está feito.

Perfeito, não faria melhor!


No partido onde milito, estou à espera dos Setembristas para encontrar (com vontade de desancar) todas as falhas e criticas a apontar.

Tendo me proposto para colaborar na realização dos Setembristas, pensando que seria um evento com uma mensagem política para a rentrée. Esperei entusiasmado, por uma não resposta. A direção respondeu enfim, afirmando que o evento estava há muito a ser preparado e com a equipa organizativa completa, mas podia enviar sugestões. Enviada a sugestão, ficou mais uma, não resposta.

Saindo há pouco o programa é simplesmente um evento intelectual, fechado numa sala, com lotação. Mais uma vez sem critério de seleção caso a sala esgote. Sem apresentação da equipa organizativa, conforme solicitei. Aliás cada vez que peço algo ao partido é como se lhes dirigisse uma critica feroz, tal é o desconforto que sinto criar.

Seno uma associação cultural, este tipo de organização fechada em si mesmo, seria mais ou menos pacifica.

Sendo um partido político, demonstra que não estaria preparado para o mais importante desígnio que seria governar. Governar implica partilhar, envolver, responsabilizar. Tudo o que não temos neste partido. Um partido que não está ao serviço do povo. Será simplesmente um grupo de cidadãos honestos sim, mas pouco envolvidos com a causa pública. 

Pergunto-me o que ando por aqui a fazer!


domingo, 27 de agosto de 2023

O que fazer a esta esquerda !

Oportunidades destas Portugal não tem muitas vezes !

Um partido dito socialista com maioria parlamentar, com fundos a cair em quantidade oriundos da europa e com uma oposição tanto à esquerda como à direita fraca e sem soluções, teria que ter a coragem e o dever de mudar o pais.

Temos um partido socialista submisso a um sistema capitalista que não para de construir impérios, por cima de tudo e todos. Tanto ambientais, como sociais - é frustrante assistir.

A direita nunca me criou nenhuma espectativa, nem sequer a minha critica (no fundo nem sabia o que criticar, tal o vazio político).

A esquerda, esta esquerda com cada partido virado para o seu umbigo, sem se preocupar como o pais, com o povo. As soluções governativas que se apresentam nesta altura não são sequer tema na mesa do Bloco, do Livre ou do PCP. 

Triste, muito triste.

Nem com a potencial apresentação no próximo mês, da associação causa pública, colocou a alternativa de governo à esquerda como proposta da rentrée politica do Bloco, PCP ou Livre.

Pode ser que a causa pública se torne num partido.

Estarei atento !


segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Capitalismo, que mata

 

“Que se lixe a troika”

Foi bonito! E teve impacto. Tinha uma causa popular, direta, concreta.




Capitalismo, que mata.

Este aumento das prestações dos empréstimos bancários para habitação, em que duplicam só para pagar juros é uma causa que exige uma resposta forte: teria que ser mais uma vez a rua a manifestar-se.

Do mais injusto. A maior demonstração da arrogância de quem tudo pode, de quem faz tudo o que quer. O capitalismo selvagem, que mata.

Está na hora, seria urgente promover uma grande manifestação popular.

Estaria na linha da frente, estaria onde fosse preciso.

Lançaria um desafio aos camaradas do LIVRE, ao PCP e ao BL.

Estaria motivado para uma grande manifestação popular. Mais que não seja para demonstrar a este capitalismo desumano que não vale tudo.





quarta-feira, 16 de agosto de 2023

 

Estou cada vez menos ingénuo!

Já consigo não ter a espectativa que o programa dos Setembristas do LIVRE fosse uma rentrée política.

É sim, uma excelente iniciativa, comemorativa do movimento progressista do séc XIX, conhecido pelos Setembristas. Muito bem clarificado no início da apresentação do evento.

Agora, devido a ser um evento limitado à capacidade da sala do Inatel, solicitei mais uma vez, ao partido, que clarificasse e divulgasse o critério de seleção dos participantes.

Isto já se torna uma má pratica no LIVRE.

Já aconteceu no curso de escrita da linguagem política e na última reunião aberta do GC, em que não foram antecipadamente descritos os critérios de seleção dos intervenientes.

Também seria uma boa pratica a informação sobre a lista dos camaradas que compõem a comissão organizativa dos Setembristas.

Ora, só fazer esta solicitação é desconfortável. 

O LIVRE é um partido político, um partido de esquerda. 

A preocupação com o coletivo e igualdade entre os pares deve ser uma preocupação constante.


terça-feira, 8 de agosto de 2023

Reabertura dos teatros no começo do ano dramático - a Rentrée

 

O meu LIVRE na rentrée.

Acho que seria um bom costume o LIVRE fazer-se representar oficialmente na Festa do Avante.

Assim como, estarmos representados na rentrée do Bloco.

Claro, convidar oficial e formalmente estes, para o nosso Setembrismo, com almocinho oferecido e tudo.

Não sei se isto já é norma no LIVRE, mas como nunca soube destas formalidades, avanço para esta sugestão democrática, cordial, simpática e por uma esquerda mais unida.

Por mim, conto estar na Festa do Avante.

Sim e nos Setembristas com a minha bandeira, claro.


Bem que me esforço para ter uma esquerda unida à volta de uma alternativa de governo.

Pode ser que esta nova Associação da Causa Pública venha a dar algo de novo, neste propósito.


segunda-feira, 7 de agosto de 2023

NNEKA - With You


Nneka
Nigeriana, apareceu-me no FMM em Sines.




Qualidade incrível
Na voz, nos músicos, na gestão do palco… muito bom.
E, ainda por cima, bem bonita



domingo, 6 de agosto de 2023

O Balanço

Agora vem o mais engraçado das JMJ: o balanço.

Fazem-se contas e prova-se que foi muito rentável, muito bom para a imagem no mundo e para o turismo - excelente.

Ora, rentável para quem? Para mim não será, logo não é um beneficio universal.

E o equipamento verde que fica no parque tejo?

Perguntem ao papa e ao pessoal do bairro da serafina, se não preferiam que se fizesse em tempo recorde as infraestruturas de saneamento básico no bairro. É uma questão de prioridades. Populismo primário?! Talvez. Na missa de domingo podiam ter dito ao devoto Moedas que ser católico será isto mesmo, isto dito pelo papa.

E a imagem excelente de Portugal no mundo? O turismo que vai trazer?

A esta acho que nem preciso responder. Prefiro a qualidade de vida, a igualdade na distribuição da riqueza produzida, a nossa defesa ambiental, a cultura democrática de um povo - isto é que é uma excelente imagem no mundo.

Para mim é fácil o balanço.

Mensagem do papa é um ar fresco, sem dúvida.

Politicamente, foi bom ver um radical, enviado por deus, caladinho, exilado na Madeira. Foi engraçado ver as figurinhas tristes deste presidente da republica. Confrangedor o devoto Moedas, que nojo (cheguei a ter pena) - hipocrisia pura.

Muito bem a JC, pareceu-me os únicos que perceberem e reagiram à mensagem. Pois é, os comunistas.

O meu LIVRE é o que sabemos, fora do parlamento, pouco temos.


As festas de verão. As festas em honra de uma qualquer nossa senhora

Chegamos a Agosto e é isto

Festas e romarias por todo o lado.

Nada contra. Umas melhor que as outras, normal.

Este fim de semana, foi a vez da minha aldeia.

Festa com banda popular, deu até às 02h00, depois foi um massacre, deve ser este o sofrimento que os católicos falam nas suas orações: foi até às 05h00 com um DJ com música psico, sempre a mesma batida...traumatizante. Claro que não estava presente, o problema é que a minha casa quis estar bem perto.

A sério

Ainda estou em estado batida sonora: 05h00.

Pensei em tudo: chamar policia, bombeiros, descompor o pessoal da junta de freguesia (coisa que me agrada, tenho o número pessoal da presidente, pelas 04h30 tive com o tm na mão). Terminou. Pensei depois marcar consulta num psicólogo para me tirar esta batida e deixar de abanar a cabeça.

Que coisa

(Por isto é que sou contra as juntas de freguesia financiarem estes eventos e mesmo autorizar!! - discutível)

sábado, 5 de agosto de 2023

LIVRE, não o suficiente

 Livre

Tem um ano e poucos meses que entrei no partido LIVRE.

Por um lado, pela coerência que gosto de colocar nas coisas. Gosto de política, sou de esquerda, assino por baixo os princípios deste partido, gosto do porta voz. Foi fácil a decisão.

Integrei-me (ou tentei) no núcleo de Leiria.

O primeiro plenário foi estranho, tinha a espectativa de ir visitar uma sede, encontrar um grupo suficientemente grande que conseguisse passar despercebido, ouvir e começar a aprender política. 

Foi uma sensação estranha, como se tivesse enganado na reunião. 

Numa mesa de café, despachamos expediente numa meia hora. Eramos quatro ou cinco pessoas. Não se falou de política. Não levamos bandeiras, nem cantamos o hino ou gritamos palavras de ordem. Não que gostasse propriamente destes preceitos, julgava mesmo que seriam estes, que me afastariam dos partidos.

Foi tão impróprio, tão vazio que me dei ao arrojo de logo neste primeiro plenário, propor algo como

- Temos que encontrar uma sede! - fiquei à espera da reação

ou 

- Temos que organizar uma festa do partido, em cada plenário! - será agora que reagem.

Nada.



sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Anarquismo de Estado ou Estado sem poder: o estado anarquista (I)

Sou de uma forma geral contra toda a forma de poder: o poder do estado (contra, claro).

Não confundo com desorganização, nem com liberdade total. 

As instituições podem e devem ser organizadas, sem a utilização do poder: a institucionalização. A liberdade como é normal, não será fazer o que se quer, estará sempre condicionada ao bem estar do outro.

O sistema democrático em que vivemos está deturpado pelo abuso de poder. 

Assim, temos um programa com que os partidos se apresentam a eleições e quando ganham, quando chegam ao poder, este, fica na 'gaveta' e assiste-se a uma promiscuidade política na sua utilização. 

A oposição essa, fica com a tarefa de bloquear tudo o que mexe, esperando a sua vez de controlar o estado e fazer exatamente a mesma coisa. 

O problema é que o povo cansa-se de ser utilizado, de ser ignorado, humilhado por vezes. Juntemos o poder da comunicação social tendenciosa e vendida a esta formula e ganhamos esta democracia ferida e doente nos seus princípios.

Tem assim tudo para correr mal. O descredito da política é evidente.

Diz no seu ponto 13, dos Direitos e Deveres Fundamentais, da nossa Constituição, que o estado não pode beneficiar ninguém, em particular. 

Portanto, por muito que se queira, não poderia haver nenhum investimento em eventos privados, religiosos ou outros, por muito que se justifique com retornos e bem para o pais. O estado não é uma empresa para criar riqueza. Nem o plenário parlamentar, com os nossos representantes, poderia salvar investimentos em eventos privados. 

Nenhum investimento privado, nem a expo98, nem o campeonato futebol, nem Websumit's, nem festas e romarias que proliferam por este pais em que as câmaras gastam pequenas fortunas, deveriam estar sujeitas ao gasto do erário público. 

Corríamos o risco de não se fazer grandes eventos ?! 

E, não vejo qual o problema. 

E os agentes culturais como viviam?!  

Com o investimento privado, o comércio local. Serão estes os mais beneficiados.

Ganharíamos decerto um governo com dedicação exclusiva à função do estado, melhor e mais investimento social, infraestruturas e clareza na aplicação do programa da legislatura. 

A vida em comunidade, a democracia assim o exige.

Tento que este meu primado seja fundamentado, com argumentação válida estruturada no princípio do interesse colectivo.

Voltarei assim a este tema.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Reforçar o Serviço Nacional de Saúde

 Claro que sim, camarada Rui Tavares

O SNS é uma discussão ideológica.
Todo o valor orçamental pago ao sistema privado é dar força concorrencial a um sistema cuja a pretensão é o lucro. Se os grandes grupos de saúde aceitam o trabalho que o SNS lhes confere é porque é rentável. Logo o SNS tem obrigação perante o povo de o fazer.
A saúde não é um negócio. 

Sim, politicamente há uma escolha a fazer e é ideológica.
Não existe meio termo.

 

‎" Longe, num segredo impossível de alcançar. Há-de haver um caminho até lá "

Observo 
Como fazemos política, 
Como se gere este país, 
Como nos comportamos na relação que temos com a política e com os políticos. 

Desespero, 
A angústia toma conta de mim e não gosto. 
Levei-me a entrar como militante num partido político á esquerda, 
É na esquerda que tenho esperança e em consequência sou mais exigente. 

Tento descobrir um caminho... 

Ernesto, 
activista livre não liberal

Opção da esquerda III

 Para quando um discurso claro da esquerda? O governo tem a incumbência da gestão do bem público, do bem comum: saúde, educação, habitação… ...