Sou de uma forma geral contra toda a forma de poder: o poder do estado (contra, claro).
Não confundo com desorganização, nem com liberdade total.
As instituições podem e devem ser organizadas, sem a utilização do poder: a institucionalização. A liberdade como é normal, não será fazer o que se quer, estará sempre condicionada ao bem estar do outro.
O sistema democrático em que vivemos está deturpado pelo abuso de poder.
Assim, temos um programa com que os partidos se apresentam a eleições e quando ganham, quando chegam ao poder, este, fica na 'gaveta' e assiste-se a uma promiscuidade política na sua utilização.
A oposição essa, fica com a tarefa de bloquear tudo o que mexe, esperando a sua vez de controlar o estado e fazer exatamente a mesma coisa.
O problema é que o povo cansa-se de ser utilizado, de ser ignorado, humilhado por vezes. Juntemos o poder da comunicação social tendenciosa e vendida a esta formula e ganhamos esta democracia ferida e doente nos seus princípios.
Tem assim tudo para correr mal. O descredito da política é evidente.
Diz no seu ponto 13, dos Direitos e Deveres Fundamentais, da nossa Constituição, que o estado não pode beneficiar ninguém, em particular.
Portanto, por muito que se queira, não poderia haver nenhum investimento em eventos privados, religiosos ou outros, por muito que se justifique com retornos e bem para o pais. O estado não é uma empresa para criar riqueza. Nem o plenário parlamentar, com os nossos representantes, poderia salvar investimentos em eventos privados.
Nenhum investimento privado, nem a expo98, nem o campeonato futebol, nem Websumit's, nem festas e romarias que proliferam por este pais em que as câmaras gastam pequenas fortunas, deveriam estar sujeitas ao gasto do erário público.
Corríamos o risco de não se fazer grandes eventos ?!
E, não vejo qual o problema.
E os agentes culturais como viviam?!
Com o investimento privado, o comércio local. Serão estes os mais beneficiados.
Ganharíamos decerto um governo com dedicação exclusiva à função do estado, melhor e mais investimento social, infraestruturas e clareza na aplicação do programa da legislatura.
A vida em comunidade, a democracia assim o exige.
Tento que este meu primado seja fundamentado, com argumentação válida estruturada no princípio do interesse colectivo.
Voltarei assim a este tema.
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