Vou à Festa do Avante!
Já não lá vou há uns tempos. Dediquei-me assim, nestes dias a explorar um pouco mais a organização do evento.
O princípio é simples. Têm um espaço para cada núcleo territorial dinamizar, mais um espaço internacional, uma feira do livro e vários espaços abrangendo todas as áreas artísticas: teatro, música, literatura, dança… Um palco central e está feito.
A montagem do evento é deixada à responsabilidade dos militantes e apoiantes que de um modo organizado vão criando o seu espaço dentro da Festa. Genial e simples. A Festa é realmente de todos, mesmo ficando mais ou menos bonito, mais ou menos perfeito é de todos. Não temos critica. Agregador.
O cartaz cultural é da responsabilidade da comissão organizadora, tudo o resto fica a cargo dos núcleos territoriais, incluindo a gastronomia e a arte regional. Acrescentas uns contratos com as grandes fornecedoras, como a Olá e está feito.
Perfeito, não faria melhor!
No partido onde milito, estou à espera dos Setembristas para encontrar (com vontade de desancar) todas as falhas e criticas a apontar.
Tendo me proposto para colaborar na realização dos Setembristas, pensando que seria um evento com uma mensagem política para a rentrée. Esperei entusiasmado, por uma não resposta. A direção respondeu enfim, afirmando que o evento estava há muito a ser preparado e com a equipa organizativa completa, mas podia enviar sugestões. Enviada a sugestão, ficou mais uma, não resposta.
Saindo há pouco o programa é simplesmente um evento intelectual, fechado numa sala, com lotação. Mais uma vez sem critério de seleção caso a sala esgote. Sem apresentação da equipa organizativa, conforme solicitei. Aliás cada vez que peço algo ao partido é como se lhes dirigisse uma critica feroz, tal é o desconforto que sinto criar.
Seno uma associação cultural, este tipo de organização fechada em si mesmo, seria mais ou menos pacifica.
Sendo um partido político, demonstra que não estaria preparado para o mais importante desígnio que seria governar. Governar implica partilhar, envolver, responsabilizar. Tudo o que não temos neste partido. Um partido que não está ao serviço do povo. Será simplesmente um grupo de cidadãos honestos sim, mas pouco envolvidos com a causa pública.
Pergunto-me o que ando por aqui a fazer!

Sem comentários:
Enviar um comentário