terça-feira, 19 de maio de 2026

Coletivismo, Coopera 2026

 

Um festival sobre cooperativismo e cooperação como meio                                              de transformação social


Contagia o entusiasmo dos abraços e das cumplicidades que encontrei, na Coopera 2026.

Temos tudo o que um festival precisa, bancas de cooperativas e associações, conversas, workshops, repasto com base na horta da Rizoma, bar e cantina.

Pela minha bolha social tenho a sensação que o movimento coletivo está a crescer, o pessoal tenta procurar soluções para os problemas de todos, conversam, planeiam, propõem-se criar coletivos - uma verdadeira alternativa ao degradado sistema capitalista selvagem e globalizado que ninguém se revê, com exceção dos que acumulam riqueza infinita à sua conta. Será que é só a minha sensação?!

Assisti à primeira conversa, onde me confrontei com os meus pensamentos sobre o crescimento dos movimentos coletivos com a intervenção do prof. Rogério Roque. Sim, o crescimento destes movimentos é tal como pensava, a procura de soluções assim o determina. Afirma que os partidos políticos cada vez se afastam mais das comunidades, das pessoas, do povo, o sindicalismo tem que se reinventar para não cair no mesmo e ainda falou sobre as empresas sociais (coisa que abomina com muita veemência), ficam as organizações coletivas unidas na tentativa de encontrar soluções e respostas aos problemas emergentes: a habitação e a agricultura.

Perdi a intervenção do Jorge Gonçalves (Minga) disseram-me que foi muito interessante, com informações importantes nas formalidades para criar coletivos, confirmando que estes movimentos estão em tendência de crescimento.

Um festival inspirador, vivo e virado para um futuro. 

Quando nos debatemos com as missivas deste mundo controlado por meia dúzia de riquinhos lunáticos, conseguimos neste meio respirar e perceber que não! Isto não está tudo perdido, aguardemos por estes vintões/trintões que estão com um entusiamo gritante.

O futuro pertence à organização comunitária local, ao envolvimento das pessoas nas suas comunidades. Este festival tem potencial para se tornar num importante e necessário encontro anual do coletivismo.

Vamos ver o que nos espera, por mim, serei um ativista convicto, ajudando e pertencendo a estes coletivos tanto quanto possa.

A minha prioridade neste momento vai toda para ajudar, ser mais um, para que a CoopAMO esteja presente na Coopera 2027, o Oeste precisa de estar bem representado.





quarta-feira, 15 de abril de 2026

Sempre o mesmo ou sempre a mesma coisa...

 

Informa-nos o ministro da administração interna que vai reativar a BT Brigada de Transito. Mais investimento em radares, multas mais penosas, etc, etc...

Resolvia-se a maior parte da sinistralidade rodoviária com o bloqueio da velocidade dos automóveis. Porque precisamos de um carro que atinge velocidades de 180, 200km/hora quando o limite de velocidade são 120 km/hora.

Mais uma vez, não se mexe no setor comercial das grandes marcas automóveis, proibido! 

Gasta-se fortunas na fiscalização, compensa-se em multas e está feita uma reforma.

Objetividade politica, nula!



São opções! Lutamos por um sistema de saúde público ou por um sistema de saúde condicionado ao negócio, ao lucro privado

 

O município de Porto de Mós aderiu em 2022 a um plano de saúde num protocolo com a RNA Seguros. Não é mais que um seguro de saúde com descontos nas consultas e nas deslocações de médico ao domicilio. Não vi nada, menos transparente, nem nada irregular no processo. 

Este é um mecanismo difícil de argumentar politicamente, pois resolve num primeiro plano o primeiro contacto com o utente com a consulta que necessita, mas no seguimento do serviço/tratamento consequente, encaminha o utente para a medicina privada com custos elevados, quando tem direito a esse tratamento de uma forma gratuita.

Este processo na câmara municipal de Porto de Mós com o seu Plano de Saúde faz com que se invista verbas públicas num sistema que não controla, em vez de valorizar o serviço público. Devia a câmara investir no apoio ao centro de saúde, dotando-o por exemplo, de equipamento de exames clínicos, de viaturas de apoio domiciliário, etc.

São opções politicas e devem ser muito bem apresentadas á comunidade de Porto de Mós


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Opção da esquerda III

 Para quando um discurso claro da esquerda?

O governo tem a incumbência da gestão do bem público, do bem comum: saúde, educação, habitação… Há muito tempo que deixou esse propósito. Registamos uma crescente evolução no sentido contrário, em que o estado está tão só, ao serviço de negociatas com o património público, cada vez mais descaradas, sem escrúpulos. É o capitalismo selvagem no seu apogeu.

A ESQUERDA NA RUA tem que ser clara e exigir:

        Gestão pública, não privada !!


Todos sabemos que metade ou mais do orçamento para o SNS vai para o privado! 

Quando é que vamos ter a ESQUERDA NA RUA a exigir o investimento necessário para fortalecer este SNS, criando as infraestruturas para que o SNS não esteja depende de privados? 

Para quando a ESQUERDA NA RUA a exigir o controle das análises clinicas (nacionalize-se)? Acabar com as analises clinicas privadas.

Para quando dotar o SNS de fabricas (nacionalize-se) para o material hospitalar corrente, como seringas, adesivos, tubos e demais?

A ESQUERDA NA RUA tem que ser clara e exigir:

        Gestão pública, não privada !!


O negocio selvagem do imobiliário levou-nos á situação em que estamos.

Para quando a ESQUERDA NA RUA a exigir o fim das agência imobiliárias livres para a especulação, deixando o turismo desenfreado tomar conta de tudo e de todo o património? Para quando a ESQUERDA NA RUA a exigir o controle do custo da habitação, devidamente regulado colocando o interesse público acima de todo o negócio especulativo?

A ESQUERDA NA RUA tem que ser clara e exigir:

        Gestão pública, não privada !!


Para quando a ESQUERDA NA RUA a exigir que não se gaste um euro num evento (web Summit) que somente promove negócios privados, tornando-se uma feira de venda de ilusões que todos vamos ficar ricos? 

A ESQUERDA NA RUA tem que ser clara e exigir:

        Gestão pública, não privada !!


Para quando a ESQUERDA NA RUA a exigir que o estado, o governo cumpra a tarefa que lhe está incumbida? O governo qualquer que seja tem que gerir o serviço público. Quando o entrega a privados, em PPP's e outros imaginativos processos, então não estão a fazer nada por lá.

A ESQUERDA NA RUA tem que ser clara e exigir:

        Gestão pública, não privada !!


Por mim irie juntar-me aos sindicatos na Greve Geral pela retirada na integra da alteração da lei laboral e por todas as outras razões.




domingo, 10 de agosto de 2025

No que nos tornámos...

No que nos tornámos em pleno ano 2025

Chegam à europa embarcações com migrantes desesperados por uma vida, por viveram com o mínimo de dignidade. São repatriados com uma desumanidade atroz. São os migrantes sujos que ninguém quer.

Chegaram também á costa portuguesa.

O governo com a hipocrisia costumeira, anuncia o repatriamento e assegura aos cidadãos portugueses de bem e limpinhos, que a nossa costa está segura. Todo o povo português fica tranquilo. Podemos vestir o vestido e o fato bonito e limpo, para ir á missa descansados.

O humanismo deixou de pertencer ao nosso dicionário. Passa a palavra proibida, descontextualizada e endereçada a uma minoria dita comunista.

Gostava de saber os nomes de cada um destes migrantes, gostava de fazer um apelo a empresas que os queiram empregar, gostava de lhes proporcionar uma oportunidade de vida. 

O medo que temos que venham depois aos magotes e nos roubem tudo, incluindo a missa de domingo… como isto é desumano. 

Como percebo melhor, que aceitemos de braços cruzados o genocídio em Gaza. O problema não é culpa do netanyahu, mas de todos nós que o aceitamos. Penso que se ele se candidata-se a primeiro-ministro de portugal, corria o risco de ganhar.

Se não nos tivéssemos esquecidos de partilhar, da humanidade que qualquer sociedade civilizada do ano de 2025 deve ter, se o egoísmo e a ganância fossem uma atitude criticada pela comunidade, em vez de apoiada, talvez percebêssemos que os migrantes sujinhos, pudessem andar mais limpinhos e mesmo conseguissem ir á missa ao domingo.

Tenho nojo desta igreja, tenho nojo desta esquerda... em 2025. Este silêncio português (bem típico de um povo acobardado) é devastador.





domingo, 20 de julho de 2025

A opção da esquerda II

 

A ad juntou-se á extrema direita. E então, onde está a surpresa? E o que é que a esquerda tem a ver com isso? A esquerda que se deixa da critica fácil e faça o seu trabalho.

No Livre, o Rui Tavares anunciou no seu discurso de avaliação dos resultados eleitorais que o partido ia voltar-se para o resto do pais e deixar de ser um partido predominantemente urbano. Então força, pelo menos que sigam o líder, já que não pretendem ouvir mais ninguém.

Deixem a critica fácil, toda a gente vê o obvio (aproximação da ad ao chega), não precisamos de nenhum partido para o anunciar, foquem-se no trabalho de ouvir as comunidades, as freguesias e concelhos por esse pais fora.

O BL que acorde e lute pelos seus propósitos. O PCP ainda é o único que consegue ser fiel aos seus desígnios e mantêm a sua postura e foco. O PS nem os seus méritos consegue defender, um desastre que lhe pode sair caro (esta política de deixar queimar um líder e depois aparecer como salvador, julgo que vai ser bem ao lado).

Esta maneira amorfa de estar na política, típica de militantes e membros estarem somente focados nos seus interesses pessoais, esperando oportunidade de conseguir lugares é angustiante. Foi-se o foco na luta pela habitação, saúde e educação, assim como outros bens públicos. Não apresentamos soluções, nem lutamos por ela, somente a critica fácil.

O desastre que se previa, está cada vez mais perto, senão já não estará por cá implementado. 

Os políticos e os partidos de esquerda, mais uma vez, esquecem-se das suas funções que seria defender o bem público.



sábado, 19 de julho de 2025

A opção da esquerda

 

Gostava de ver a esquerda a determinar a sua própria agenda de intervenção. A direita anda á meses a colocar os imigrantes e a nacionalidade no centro de debate político e a esquerda ai atrás. O governo lança um suplemento para os pensionistas e a esquerda vai atrás e contesta. E assim, vamos passando o tempo do discurso e intervenção política nacional.

Deixem lá o psd e o cds a dar prémios aos pensionistas, para que eles se lembrem no dia de voto e tranquem o discurso a defender a habitação, como um bem público. Pelo menos quando temos uma crise destas na habitação exijam que o governo controle o setor da habitação, com tetos a rendas e vendas. Exprimir todos os dias que a habitação é um bem público, não pode estar sujeito à especulação. A opção é entre termos gente a não fazer nada, somente vive à conta da especulação imobiliária e entre ter pessoas que trabalham e não conseguem um teto para morar. A opção é ter um negócio a florir com uma evolução incrível, criando uma crise sem precedentes no sector e o estado intervir como está previsto na constituição. Não mexendo no negócio, temos a consequência do falhanço do estado e instituições públicas (autarquias entre outras), sendo a única solução optar por demolir barracas e mandar pessoas para a rua, literalmente ou deixar construir bairros enormes de barracas.

Vemos a hipocrisia dos políticos fracos e incompetentes e comentadores a afirmar que este assunto é de difícil solução, só porque nem se lembram que podem e devem intervir neste negócio especulativo que serve, mais uma vez, uma minoria.

Os políticos mais uma vez, esquecem-se das suas funções que seria defender o bem público.

Coletivismo, Coopera 2026

  Um festival sobre cooperativismo e cooperação como meio                                              de transformação social Contagia o en...