Gostava de ver a esquerda a determinar a sua própria agenda de intervenção. A direita anda á meses a colocar os imigrantes e a nacionalidade no centro de debate político e a esquerda ai atrás. O governo lança um suplemento para os pensionistas e a esquerda vai atrás e contesta. E assim, vamos passando o tempo do discurso e intervenção política nacional.
Deixem lá o psd e o cds a dar prémios aos pensionistas, para que eles se lembrem no dia de voto e tranquem o discurso a defender a habitação, como um bem público. Pelo menos quando temos uma crise destas na habitação exijam que o governo controle o setor da habitação, com tetos a rendas e vendas. Exprimir todos os dias que a habitação é um bem público, não pode estar sujeito à especulação. A opção é entre termos gente a não fazer nada, somente vive à conta da especulação imobiliária e entre ter pessoas que trabalham e não conseguem um teto para morar. A opção é ter um negócio a florir com uma evolução incrível, criando uma crise sem precedentes no sector e o estado intervir como está previsto na constituição. Não mexendo no negócio, temos a consequência do falhanço do estado e instituições públicas (autarquias entre outras), sendo a única solução optar por demolir barracas e mandar pessoas para a rua, literalmente ou deixar construir bairros enormes de barracas.
Vemos a hipocrisia dos políticos fracos e incompetentes e comentadores a afirmar que este assunto é de difícil solução, só porque nem se lembram que podem e devem intervir neste negócio especulativo que serve, mais uma vez, uma minoria.
Os políticos mais uma vez, esquecem-se das suas funções que seria defender o bem público.
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