No que nos tornámos em pleno ano 2025
Chegam à europa embarcações com migrantes desesperados por uma vida, por viveram com o mínimo de dignidade. São repatriados com uma desumanidade atroz. São os migrantes sujos que ninguém quer.
Chegaram também á costa portuguesa.
O governo com a hipocrisia costumeira, anuncia o repatriamento e assegura aos cidadãos portugueses de bem e limpinhos, que a nossa costa está segura. Todo o povo português fica tranquilo. Podemos vestir o vestido e o fato bonito e limpo, para ir á missa descansados.
O humanismo deixou de pertencer ao nosso dicionário. Passa a palavra proibida, descontextualizada e endereçada a uma minoria dita comunista.
Gostava de saber os nomes de cada um destes migrantes, gostava de fazer um apelo a empresas que os queiram empregar, gostava de lhes proporcionar uma oportunidade de vida.
O medo que temos que venham depois aos magotes e nos roubem tudo, incluindo a missa de domingo… como isto é desumano.
Como percebo melhor, que aceitemos de braços cruzados o genocídio em Gaza. O problema não é culpa do netanyahu, mas de todos nós que o aceitamos. Penso que se ele se candidata-se a primeiro-ministro de portugal, corria o risco de ganhar.
Se não nos tivéssemos esquecidos de partilhar, da humanidade que qualquer sociedade civilizada do ano de 2025 deve ter, se o egoísmo e a ganância fossem uma atitude criticada pela comunidade, em vez de apoiada, talvez percebêssemos que os migrantes sujinhos, pudessem andar mais limpinhos e mesmo conseguissem ir á missa ao domingo.
Tenho nojo desta igreja, tenho nojo desta esquerda... em 2025. Este silêncio português (bem típico de um povo acobardado) é devastador.
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