Contra o fascismo, é marchar… Contra as desigualdades e injustiças, é marchar… Contra a xenofobia, é marchar… é marchar, é marchar! Vamos marchar para as redes sociais, combatamos o fascismo e a xenofobia…
Camaradas, para mim este tipo de combate não é suficiente, aliás digo que lhe falta a minha querida: consequência. Sim, denunciar os fascismos e injustiças que desembocam por estas nossas ruas é preciso. Mas fica a faltar, a alternativa. O Livre, o nosso Livre é um partido político, logo deve gerar alternativa. A alternativa que disponibilizamos aos nossos concidadãos. Sim, uma alternativa de gestão para os interesses comuns, o bem comum: saúde, educação, habitação …
Um partido com uma pequena representação parlamentar, o que pode fazer? Para mim, com as condições políticas que temos, devemos mostrar o que somos e o que queremos e como pretendemos fazer, de uma forma clara e consistente.
Assim, a comunicação direta com as comunidades é crucial. Os NT's tornam-se essenciais para produzir este trabalho. Organizar assembleias de cidadãos por esses distritos de Portugal, não é tarefa complicada. Vamos ouvir, participar e debater sobre os verdadeiros problemas locais. Se conseguirmos, nessas assembleias, concluir sobre as melhores soluções, levemos a debate ao nosso CT´s correspondente. Se após debate no CT sair uma aprovação, sobre a proposta a seguir, levamos a Assembleia do Livre. Ao ser aprovado na nossa Assembleia, entregamos ao Grupo Parlamentar para o defender no plenário da assembleia da república.
É deste modo simples, que vejo o trabalho de rua a ser consequente. É deste modo que identifico o verdadeiro desígnio dos nossos NT's. Foi com esta espectativa que fui ao primeiro encontro dos núcleos no Entroncamento.
Com a sinceridade que sempre vos habituei, sai do encontro dos núcleos, com o sentimento que nos afastamos de sermos um partido que representa uma alternativa a esta democracia tomada pelo descrédito das instituições e dos políticos. O NT de Leiria onde resido, foi identificado como um exemplo. Sei do que falo, devia ser um exemplo de como não se faz política.* Nada saiu deste encontro em termos de estratégia política, de clareza na ação. Banalidades e muito do politicamente correto. E foi isto que levou o pais politico a este marasmo. Não houve a divergência salutar que nos leva a soluções, não houve a discussão plural política necessária. Como se estivesse tudo a correr sobre rodas, como se não houvesse mais nada a fazer. Ainda tentei levantar o debate: _ Então, e o que dizemos às pessoas que nos dizem só nos ver nas eleições? a resposta do nosso moderador (pelo Tomás Pereira) foi vaga e banal. O ambiente era esse e não um ambiente de discussão e debate vivo e salutar. A conclusão é óbvia, nada saiu de concreto deste encontro. Quais as conclusões dos trabalhos? Quais as alterações aos desígnios dos núcleos?
Não devemos ter medo de criticar, mas temos que ter a proposta, a solução para a fundamentar. Contruir implica este procedimento, fundamentar a critica. O seguidismo não nos leva a lado nenhum, a não ser ao descredito, por quem nos devia apoiar: o povo. Vive-se numa bolha desfasada da vida real.
Sim, aproximam-se eleições. Temos que ir para a rua. Se pretendermos ser consequentes, temos que saber como.
A rua
O que vamos lá fazer ?? O que vamos lá dizer ??
* Desde março de 2022, quando cheguei ao partido como membro, que nunca vi nenhum evento fora dos concelhos da Marinha Grande (onde reside a Isabel Faria), ou das Caldas da Rainha (onde reside a Inês). Fora disto tivemos um evento em Peniche e outro em Leiria. (eventos feitos para dentro, nada de concreto saiu para benefício da comunidade, nem foi feita para a comunidade). Os restantes concelhos do distrito de leiria: Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Nazaré, Óbidos, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós nunca tiveram qualquer presença do Livre.
Desde 2022 que apresento proposta de trabalho. Tanto em termos de organização interna, como eventos para comunicar diretamente com o o povo.
Proponho que alguém se atreva a criticar este núcleo, perguntem pelos plenários que não se fazem? (e que são obrigatórios, por estatuto). Perguntem pelas avaliações dos eventos que se fazem? Avaliem o plano de actividades nas suas banalidades e disposições abstratas… Vão ter com toda a certeza o ataque do Filipe Honório como se tivessem a atacar a sua família ou a sua casa: "isto é nosso, ninguém mexe". Já deixei um repto aos M&A de Leiria para se disponibilizarem para constituir uma lista alternativa. Nem uma resposta, obtive - uma só resposta. O pessoal gosta de pertencer ao grupo, para tal apelamos para o politicamente correto, as frases banais, tal como as miss universo que querem a 'paz no mundo'. Nestes três anos não conheço qual é a orientação política da Inês, do Filipe Honório ou da Isabel Faria a não ser as banalidades e frases feitas com que pretendem que gostem deles e sejam aceitos de pleno - os seguidistas. Não há discussão política, a luta por uma causa. Pergunto-me se estou a ser um 'Bota Abaixo' com inveja dos outros serem bem aceites no partido? Não, nunca pretendi nas minhas ações coletivas defender causas pessoais. Sempre fui critico, com propostas alternativas, aqui neste partido e em todas as minhas participações em instituições coletivas. Sei quais as consequências, mas é a luta por causas públicas. Quando não tenho propostas, não critico. Seria a critica fácil. Considero sempre que este meu procedimento acrescenta, nunca diminui. Por ser alvo de acusações de carater, pelos camaradas mencionados, este texto revela uma 'vingança'? Sim, claro! mas com a diferença que não faço julgamentos de carater, mas sim a critica da intervenção política. E, neste campo e só no campo da intervenção politica estes camaradas agem politicamente conforme o que desprezo nos outros partidos do nosso sistema partidário.
Temo que desista deste partido, com a tristeza de o ver caminhar para a sua desvalorização, em vez de elevarem a coragem de a combater.