domingo, 20 de julho de 2025

A opção da esquerda II

 

A ad juntou-se á extrema direita. E então, onde está a surpresa? E o que é que a esquerda tem a ver com isso? A esquerda que se deixa da critica fácil e faça o seu trabalho.

No Livre, o Rui Tavares anunciou no seu discurso de avaliação dos resultados eleitorais que o partido ia voltar-se para o resto do pais e deixar de ser um partido predominantemente urbano. Então força, pelo menos que sigam o líder, já que não pretendem ouvir mais ninguém.

Deixem a critica fácil, toda a gente vê o obvio (aproximação da ad ao chega), não precisamos de nenhum partido para o anunciar, foquem-se no trabalho de ouvir as comunidades, as freguesias e concelhos por esse pais fora.

O BL que acorde e lute pelos seus propósitos. O PCP ainda é o único que consegue ser fiel aos seus desígnios e mantêm a sua postura e foco. O PS nem os seus méritos consegue defender, um desastre que lhe pode sair caro (esta política de deixar queimar um líder e depois aparecer como salvador, julgo que vai ser bem ao lado).

Esta maneira amorfa de estar na política, típica de militantes e membros estarem somente focados nos seus interesses pessoais, esperando oportunidade de conseguir lugares é angustiante. Foi-se o foco na luta pela habitação, saúde e educação, assim como outros bens públicos. Não apresentamos soluções, nem lutamos por ela, somente a critica fácil.

O desastre que se previa, está cada vez mais perto, senão já não estará por cá implementado. 

Os políticos e os partidos de esquerda, mais uma vez, esquecem-se das suas funções que seria defender o bem público.



sábado, 19 de julho de 2025

A opção da esquerda

 

Gostava de ver a esquerda a determinar a sua própria agenda de intervenção. A direita anda á meses a colocar os imigrantes e a nacionalidade no centro de debate político e a esquerda ai atrás. O governo lança um suplemento para os pensionistas e a esquerda vai atrás e contesta. E assim, vamos passando o tempo do discurso e intervenção política nacional.

Deixem lá o psd e o cds a dar prémios aos pensionistas, para que eles se lembrem no dia de voto e tranquem o discurso a defender a habitação, como um bem público. Pelo menos quando temos uma crise destas na habitação exijam que o governo controle o setor da habitação, com tetos a rendas e vendas. Exprimir todos os dias que a habitação é um bem público, não pode estar sujeito à especulação. A opção é entre termos gente a não fazer nada, somente vive à conta da especulação imobiliária e entre ter pessoas que trabalham e não conseguem um teto para morar. A opção é ter um negócio a florir com uma evolução incrível, criando uma crise sem precedentes no sector e o estado intervir como está previsto na constituição. Não mexendo no negócio, temos a consequência do falhanço do estado e instituições públicas (autarquias entre outras), sendo a única solução optar por demolir barracas e mandar pessoas para a rua, literalmente ou deixar construir bairros enormes de barracas.

Vemos a hipocrisia dos políticos fracos e incompetentes e comentadores a afirmar que este assunto é de difícil solução, só porque nem se lembram que podem e devem intervir neste negócio especulativo que serve, mais uma vez, uma minoria.

Os políticos mais uma vez, esquecem-se das suas funções que seria defender o bem público.

Opção da esquerda III

 Para quando um discurso claro da esquerda? O governo tem a incumbência da gestão do bem público, do bem comum: saúde, educação, habitação… ...