quinta-feira, 27 de junho de 2024

A esquerda que é minha

Este sistema capitalista selvagem que importamos dos americanos não é bom para Portugal, nem para a Europa. Um sistema que favorece somente o negócio, o lucro, o sucesso individual. Forma-se assim um poder infinitamente desigual , em que quem é mais rico, mais rico fica, quem é mais pobre mais explorado fica. Inevitável. Não havendo alternativa, resta os populistas, derivando para os autoritarismos quando conseguem a força necessária.

A esquerda faz oposição dentro do sistema, participando politicamente nele. Será esse o problema.

Por mim, a esquerda seria uma alternativa ao sistema capitalista, de uma forma clara. O povo soberano que decida. A riqueza produzida tem que ser distribuída com mais equidade. Não permitia empresas com lucros astronómicos, deixando tudo o que envolve o movimento dessas empresas serem explorados - p.ex., as distribuidoras com lucros milionários teriam que absorver os seus lucros com os produtores, trabalhadores e consumidores. Não permitia empresas especulativas como os bancos. O movimento financeiro de apoio a projetos produtivos e bens de consumo não tem sentido estarem sujeitos a especulação e lucros inacreditáveis. Nacionalize-se a banca. Todo o serviço público, saúde, educação, transporte, habitação, não pode ter concorrência privada, nem estar sujeito a lucros. São bens de propriedade pública.

Não conheço nenhum pais com este sistema a funcionar, mas procuro argumentação que inviabilize esta  alternativa que defendo. É por esta procura que estou ativo, como membro de um partido politico.


As primárias no partido

Relemos os estatutos, os código de ética, a declaração de princípios e o regulamento das primárias

Pensar em alterações, redigir alguns itens, pensar em avançar com alterações… nada faz sentido. Isto está bem feito, isto passa por não mexer em nada.

Assim, propõe-se as seguintes, digamos 'alterações':

  • Começar por usar uma palavra detestável: proibir.
    • proibir qualquer elogio ou agradecimento personalizado. Elogia-se somente o coletivo, o partido. Critica-se o partido e não a pessoa. 
    • proibir o "eu" em qualquer  discurso politico. É tudo uma questão de esforço e foco. "Esta é uma proposta para o partido" e não "esta é a minha proposta para o partido".
  • As primárias são demasiado importantes para mexer nelas. São uma fase importante de destaque dos princípios do partido, em que a participação cívica e da sociedade civil está bem patente. O que aconteceu nestas, foi muito importante e um exemplo a seguir. Qualquer candidato deve preparar-se para o cargo que pretende ocupar. E deve trabalhar dentro e fora do partido. Após a eleição e a validação em assembleia, seja qual for o resultado, o dever ético implica que qualquer candidato da lista, deve trabalhar no coletivo, para o melhor resultado nas eleições nacionais. Todas as situações anómalas estão asseguradas pelos regulamentos.
  • Depois, e ainda, tudo o que é do partido, tem que estar devidamente registado. Quem vem a seguir tem que ter toda a informação e registos disponíveis. Atenção ao conteúdo e informação das atas, aos relatórios de eventos, que por norma não são feitos, por ai fora.
  • E ainda, nada pode ficar por fazer no partido, visto que a participação de cada um no coletivo é desejável e necessário. Temos muita gente disponível. É uma questão de organização e descentralização de tarefas.


Opção da esquerda III

 Para quando um discurso claro da esquerda? O governo tem a incumbência da gestão do bem público, do bem comum: saúde, educação, habitação… ...