Que nível de fazer política é esta!?
Já há muito tempo que as campanhas políticas são fracas, pouco objetivas e apalhaçadas. Este pessoal não se cansa de falar com as comunidades de um modo infantil. A estupidificação do povo é uma boa arma.
Fala-se das caraterísticas pessoais dos candidatos nos programas de entretimento. Os candidatos percorrem as terras sem darem voz ao candidato que as representa: é sempre, sempre o grande líder do partido que profere frases soltas, slogans com os ditos em serviço de figurantes abanam com a cabeça. Isto abrange todos os partidos. O método é transversal.
Por aqui, temos um porta-voz transformado em líder. Um processo que vem em crescimento. Ainda não percebi se é o próprio que adora o bajulamento ou se são os seguidistas que se aproveitam das suas inquestionáveis capacidades intelectuais. O Livre, um processo político perdido em que podia e devia ser um partido formador e com forte pendor para ser um partido do e para o povo. As bancas Livres, a renovação dos núcleos e círculos em função de assembleias de cidadãos: sempre fomentando o debate político democrático e as consequências das ações que dai resultam. Que diferente seria. É (ou era) urgente inverter o foco neste partido. Não tem sentido nenhum em ter o centro de todo o movimento politico no grupo parlamentar. Direcionar o foco no que interessa, são as pessoas nas comunidades, nas freguesias e concelhos deste pais. Colocar os NT's, os CT's e a assembleia do Livre ao serviço deste desígnio. Ouvir os seus problemas e reagir em sua função.
Pessoalmente, para quem tiver paciência, deixo a acusação (anexo1) que me fizeram em Leiria e a minha resposta (anexo2). Não vou esperar pelo parecer do CJ, não vai haver nunca. Estava curioso para ver esse parecer! Terei então de afirmar que nem pensem que deixo que me façam juizos de valor, por quem não me conhece. Quando falta o argumento, quando não existe um pingo de dignidade na ação política, avançamos para o ataque pessoal: bonita escola de ambiciosos seguidistas.
Reafirmo o que foi sempre e somente o meu objetivo quando entrei no partido: ser um cidadão que queria experienciar a vida interna de um partido. Lembro-me do primeiro plenário em Leiria, onde nos encontramos num café, pensando eu que era o ponto de encontro, mas afinal era o plenário, mesmo! De chorar… quando a Isabel Faria nos pediu para falarmos baixo porque era 'chato' estarmos a fazer um plenário num café… Bons tempos! Pelo menos havia plenários, não que estivessem organizados ou tivessem um mínimo de objetividade, mas havia plenários. E é este núcleo dado como exemplo de um trabalho meritório.
Logo nesse plenário fiz questão de me apresentar: proposta para procurar uma sede em Leiria! as reações foram deliciosas. Se tivessem um mínimo de interesse por quem chega de novo, deviam lembrar-se do que verdadeiramente proponha. Não houve grande insistência da minha parte, pois não seria com camaradas como a Inês, o Pedro ou a Isabel Faria ou o padrinho Filipe Honório que se realiza qualquer tipo de trabalho com as comunidades.
Mas havia por lá, quem eu gostaria de ter trabalhado. Não será sempre assim nestes movimentos?