quarta-feira, 27 de setembro de 2023

A normalização da mentira política

Estas eleições na Madeira vieram definitivamente normalizar a mentira.

Ainda tínhamos os trocadilhos, a interpretação das frases, os advogados são bons nisso, mas agora finalmente a mentira está institucionalizada.

- Não fazemos coligações, só governo em maioria - afirmou o Albuquerque, com veemência na campanha.

- Sim, disse isso - confirmou - mas foi uma estratégia politica, uma pressão eleitoral totalmente aceitável, a bem da Madeira!!! - em entrevista à RTP.

E, pronto está feito!

A partir deste domingo, o Montenegro aprendeu.

Já pode dizer que não se coliga ou faz qualquer acordo com o chega. Já sabemos, então que é uma estratégia politica perfeitamente normal.

E depois admiram-se com a abstenção alta. 


No meu Livre, bem que tentei revolucionar-me com isto… nada.

Ainda bem que não elegeram ninguém para o parlamento madeirense, senão ainda arriscava a ver o Livre a fazer a triste figura que o PAN anda a fazer (devo estar a ser injusto, mas já vi tanta coisa...)

Credibilidade, uma palavra definitivamente abolida do léxico político português.

Que triste

Que pena


domingo, 10 de setembro de 2023

Maria Monda


Para a filha




Nota : banda que queria levar aos Encontros do Nadadouro de agradecimento à freguesia do Nadadouro por nos receber… ficou em nada.


Setembristas

OS SETEMBRISTAS, o meu LIVRE!


Um partido que desde o primeiro contacto, quando me deparei com os seus princípios políticos, fiquei identificado. Um partido libertário, de esquerda humanista, ecologista e europeísta – o meu LIVRE.

O problema é que o LIVRE fica por aqui. 

Tem uns excelentes princípios políticos, gerido por um grupo de cidadãos honestos, mas fechados em si próprios e na participação parlamentar e... pronto.

E, também foi isto que encontrei neste evento. 

Pouca alegria, pouco entusiasmo!

O conteúdo das intervenções, o mais importante num evento, foi sempre feito reafirmando os problemas sociais que já sabemos, mas com muito pessimismo, com a falta de alegria, de força.

Falta da convicção que estamos ali para mudar as coisas.

No final agitamos as bandeiras para a fotografia televisiva, sentados claro... ainda houve um camarada que se atreveu a levantar o punho e gritar LIVRE, LIVRE, LIVRE... de nada valeu, não havia força, não havia ambiente, não havia a vontade da luta.

Destaque para o discurso de encerramento do camarada Rui Tavares, esse sim com alma, com força, baseado em propostas, bem articulado, como nos habituou, mas muito sozinho, sempre sozinho. 

Soube neste evento que o meu partido tem co-porta-voz: a Teresa Mota.

E, num evento de fim de semana, não havia programa para sábado á noite. 

Já sabíamos.

Não havia programa para o povo do LIVRE, se os há!! 

Devia ter espaço, devia e queria também ser do LIVRE.

Sim, tenho a liberdade moral de comentar este evento. Na devida altura disponibilizei-me para participar nele, que recusaram. E, esta é a parte que me deixa triste e desconfortável.

Nada é feito com os M&A.

Isto não é uma empresa limitada é um partido político. Sim, temos este PL que nos permite rezar, mas sem consequência.

Sim, temos os CT’s, mas sem consequência a não ser algumas dicas temáticas para o grupo parlamentar.

Sim, temos alguns NT’s, mas sem visibilidade e cada um por si. A própria candidatura às eleições na Madeira é feita sem trabalho de base, mesmo sem um NT formalizado.

Um partido sem povo, nem pensei que fosse possível!!

Tenho alguma espectativa nos Encontros do Nadadouro, desde que se concretize por lá, uma oposição responsável e não uma oposição maldizente, sem consequência.

A ver...


Opção da esquerda III

 Para quando um discurso claro da esquerda? O governo tem a incumbência da gestão do bem público, do bem comum: saúde, educação, habitação… ...